Práticas integrativas em saúde e medicina convencional são tema de debate na TV Câmara

O deputado Giovani Cherini deu a sua contribuição ao programa de debates Participação Popular, da TV Câmara, do dia 14/01/2015.

O tema desta edição são as complementariedades, relações e problemas que podem existir entre as práticas integrativas em saúde, popularmente chamada de “terapias alternativas” e a medicina convencional.

Cherini fala do seu trabalho sobre a Frente Parlamentar em Defesa das Práticas Integrativas em Saúde, a Frente Holística, bem como de alguns problemas sérios na forma de ver da gestão publica da saúde e de alguns setores.

Entre os temas abordados nas diferentes respostas e colocações do deputado, pode-se destacar:

  • A caminho da saúde no Brasil está equivocado, ele foca na doença, não na saúde.
  • Há a necessidade de um conselho federal de terapias complementares, regulamentação das práticas e formação dos terapeutas, padronização de cursos e formações, leis, etc.
  • O grande caminho para a saúde da população é a prevenção, as práticas integrativas tem um imenso papel preventivo e complementar, junto com a medicina convencional, pegando o melhor de ambas.
  • Diminuir as filas do SUS poderia ser um grande méritos das PIS, educando as pessoas, revertendo as doenças em suas fazes iniciais.
  • A aceitação das PIS pode ser estranha no início, mas depois dos resultados, passa a ter grande aceitação e procura.
  • Para mudar as PIC no SUS é necessário mudar o pensamento.
  • Alem do saber acadêmico, existem outros saberes, o da prática, o da experiência. Não existe espaço para a sabedoria e para outros conhecimentos, tendo diploma pode fazer tudo como bem entender. Eis um dos motivos para tantos escanda-los e corrupção neste meio.
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Um olhar holístico no Supremo Tribunal Federal

Inaugurando nossa sessão de vídeos no site da Frente Holística, começamos com um conteúdo que não diz respeito diretamente às práticas integrativas em saúde, mas sim ao campo do paradigma holístico. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Ayres Brito, além de jurista respeitado, é poeta e tem profundo apreço pela literatura e filosofia. O documentário Tempo e História, da TV Justiça, apresentou um pouco do pensamento do ex-ministro do STF, Ayres Britto, e nele encontramos ideias muito interessantes, ainda mais vindas de um homem com notável papel público e político.

Veja abaixo o momento em que ele fala do pensamento a respeito sobre “o todo”:

Aqui um trecho da fala:

Eu quero é pertencer ao todo, não quero mais me comprometer com uma parte do todo. Holisticamente eu quero o visual do todo, o experimento do todo como se o todo fosse um todo sem parte. E de certa maneira é, não é? É possível viver o todo como um todo sem partes. É a história do barco vazio. É aquilo que o momento determina, impõe, convence você de que é assim, pronto. Não significa que aquilo vai durar para sempre, você pode mudar de opinião, mas partido político e confissão religiosa eu já não tenho nenhum propósito de me filiar e me vincular, a nenhum deles.

 

A religião é uma ponte. Como diria Hegel, há uma ideia incriada que é o criador de todo as coisas. É uma entidade que não tem nem princípio, nem meio, nem fim. Então eu não preciso mas da mediação dos sacerdotes, dos pastores, dos rabinos, não preciso. Eu me conecto diretamente com o que eu acredito ser a fonte da vida. Então estou satisfeito assim.

 

Entrevistador: O senhor medita?

 

Sim, eu faço há mais de vinte anos meditação oriental.

 

Ayres Britto

 

Ainda sobre a meditação, Ayres Brito deu uma entrevista à Folha onde ele fala sobre o seu processo, leia o trecho:

 

Folha – Quando foi sua iniciação no campo da meditação?

Carlos Ayres Britto – De uns 20 anos para cá, tanto a meditação quanto o cardápio vegetariano. Eu tinha em torno de 50 anos, um pouco antes, até.

 

Como o sr. se converteu?

Eu recebi influências positivas, de, por exemplo, [Jiddu] Krishnamurti [1895-1986, guru indiano], Osho [Rajneesh, 1931-90, místico indiano], Eva Pierrakos [1915-79, médium austríaca], Eckhart Tolle [pseudônimo de Urich Leonard Tolle, escritor espiritualista nascido em 1948], autor do livro “O Poder do Agora”, e a pessoa que mais me influenciou, Heráclito [de Éfeso, c. 540-c. 480 a.C., pré-socrático que elegeu o fogo e a permanente transformação como princípio da ordem universal].

 

Depois, de uns 12 anos para cá, comecei a me interessar por física quântica, e ela me pareceu uma confirmação de tudo o que os espiritualistas afirmam. A física quântica, sobretudo os escritos de Dannah Zohar [especializada em aconselhamento espiritual e profissional]. Venho lendo os livros dessa mulher, uma americana que escreveu uma trilogia maravilhosa: “O Ser Quântico”, “A Sociedade Quântica” e “QS – Inteligência Espiritual”. Também passei a me interessar muito por neurociência.

 

O sr. tinha religião?

Católica, só que, de 20 anos para cá, me tornei um espiritualista.

 

 

Holismo é saber ver o todo, entender que ele é mais que a simples soma de suas partes, já que a relação entre as partes tornam as coisas mais complexas e profundas, seja na saúde, na filosofia, na política e na sociedade. A Frente Holística busca a mudança do paradigma da saúde convencional, que vê paciente, sociedade, sintomas, doenças, remédios e tratamentos como partes separadas e propor uma visão holística na saúde, através do imenso aporte das práticas integrativas em saúde.

O senhor Ayres Britto já havia sido reconhecido por seu pensamento e visão de mundo pelo presidente da Frente Holística, Giovani Cherini, quando este exercia o mandato de deputado estadual, na Assembléia gaúcha. Cherini concedeu ao então ministro Ayres Brito a Medalha do Mérito Farroupilha, em 2010.

 

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