Lançamento da Frente Holística – 18 de junho, às 14h em Brasília

É com grande alegria que convidamos a todos os terapeutas, entidades, associações e sindicatos ligados as terapias integrativas do Brasil para o relançamento da Frente Parlamentar Mista de Práticas Integrativas em Saúde – Frente Holística.

Dia 18 de junho, às 14h, no Plenário 14 da Câmara dos Deputados, Brasília/DF

Confirme presença pelo email cherini@giovanicherini.com O relançamento da Frente Holística se deve ao fato das frentes parlamentares serem arquivadas com a finalização de um mandato e necessitarem ser relançadas após o início de um mandato.

CONVITE FRENTE HOLISTICA-email

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O preconceito como empecilho à ampliação dos recursos de cuidado: um problema de saúde pública – Hylton Luz

Os efeitos colaterais dos medicamentos, cada dia mais fortes e perigosos, especialmente nos casos em que o uso continuado e de longo prazo se faz necessário, é um dos fatores determinantes para o crescimento do medo de remédios e o abandono dos tratamentos.

A questão da “adesão aos tratamentos” é um aspecto muito debatido, especialmente nos casos de doenças crônicas, mas também no caso de tratamentos menos prologados e menos graves, no qual o medicamento químico é a única alternativa oferecida aos pacientes.

Por essa razão, os conceitos de integralidade da saúde e de complementaridade dos recursos de cuidado têm sido referidos como uma estratégia para o sucesso dos tratamentos, bem como uma forma de racionalizar e escalonar o emprego dos recursos.

Esses conceitos têm por princípio começar com práticas simples, aquelas menos agressivas e que se baseiam no emprego dos recursos acessíveis aos pacientes – seja porque que se encontram em seu ambiente, ou porque estimulam os meios de recuperação próprios ao organismo.

É com essa perspectiva, de ampliar os recursos, de cuidado, prevenção e tratamento, que a Organização Mundial da Saúde fomenta políticas públicas que estimulem a inclusão das práticas integrativas e complementares (PIC) nas ações e serviços de saúde pública.

Nesse sentido, não é casual o aumento da divulgação de resultados positivos e o desenvolvimento de pesquisas que abordam a aplicação de técnicas e práticas típicas das medicinas tradicionais.

A grande maioria dessas práticas e recursos de cuidados já é aplicada há centenas – e até milhares – de anos; portanto, são inquestionavelmente seguras quando selecionadas e praticadas de forma criteriosa e de acordo com as suas especificidades.

Por essa razão, se faz necessário que as instituições de educação e formação de recursos humanos superem preconceitos, uns arraigados na ignorância e outros fomentados pelos interesses da indústria química produtora das drogas, abrindo espaço para a qualificação daqueles que desejam exercer essas práticas no cuidado da saúde de terceiros.

Esse tema foi abordado de forma muito feliz em um recente artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública (v. 30, n. 11, 2014, pp. 2368-76, ISSN 0102-311X), disponível nesta página, onde o cientista Nelson Filice divulga os resultados de sua pesquisa, intitulada “Medicina baseada em evidência e medicina baseada em preconceito: o caso da homeopatia”.

Nesse contexto, é lamentável o desapreço do Ministério da Saúde pela implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que estabelece, entre suas diretrizes, a regulamentação do processo de formação de recursos humanos em práticas integrativas e complementares.

 


Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

Hospital goiano é referência em tratamento com fitoterapia e homeopatia

Com uma história fantástica, tendo em sua fundação a ajuda de médicos indianos e estando a quase 30 anos na ativa, o Hospital de Medicina Alternativa de Goias é um grande exemplo de trabalho.

Conheça mais da história nesse vídeo:

hospital de medicina alternativas goias plantas medicinais

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Confira esse artigo no Diário da Manhã:

Hospital de Medicina Alternativa oferece tratamentos diferenciados para a população

O Hospital de Medicina Alternativa (HMA) é referência em Goiás e até no Brasil no tratamento de enfermidades por meio da Fitoterapia e da Homeopatia. Fundado há 28 anos, com ajuda de médicos indianos, a unidade realiza o tratamento de mais de sete mil pessoas por mês, todos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Devido a característica da unidade, os tratamentos são aplicados conforme os preceitos da Medicina Integrativa, pois aborda em primeiro plano o paciente como um todo e utiliza as diversas formas de terapias disponíveis no sistema público de saúde, incluindo as práticas integrativas e complementares como homeopatia, acupuntura, fitoterapia e a abordagem de terapias tradicionais, como a medicina tradicional chinesa e o Ayurveda – esta que é a ciência da saúde mais antiga da humanidade, amplamente utilizada na Índia.

A Medicina Integrativa trata o ser humano como o foco da atenção em saúde e, por isto, atende no escopo da medicina generalista, recebendo pacientes independentemente da especialidade da doença. De acordo com os médicos que atuam na unidade de saúde, são atendidos pacientes portadores de doenças das menos complexas às mais graves, como Aids e câncer, sempre de uma forma integrativa e complementar aos tratamentos convencionais da alopatia. Com as práticas integrativas e complementares se pode completar os tratamentos convencionais proporcionando maior qualidade de vida aos pacientes. Os pacientes atendidos na unidade contam com 19 médicos especialistas em Homeopatia, Acupuntura e capacitados em Fitoterapia, além de receberem também a atenção de nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos e fonoaudiólogos. Quando necessário, os pacientes podem participar de grupos terapêuticos que incluem aulas de Yoga e terapias corporais.

Para ter acesso a esses tratamentos, os pacientes só precisam pedir para os médicos que atendem na rede SUS, postos de saúde e CAIS, o encaminhamento para o HMA. Assim o agendamento e o atendimento serão facilitados, e, o tempo de espera do paciente será reduzido. Todo tratamento no Hospital de Medicina Alternativa é gratuito.

Para quem não conhece, a Fitoterapia, é o tratamento de enfermidades através das plantas medicinais que podem ser in natura, rasurada – que são plantas fragmentadas por meio de trituradores -, e por extrato seco. Já a Homeopatia é o tratamento realizado com medicamentos diluídos e dinamizados – que podem ser provenientes de matérias-primas animal, vegetal e mineral.

A unidade de saúde, também oferece serviços de Acupuntura, que é uma das formas de tratamento da medicina tradicional chinesa, e consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos, distribuídos pelos meridianos do corpo visando estimular e harmonizar a energia interna. Usa-se também auriculoterapia combinada com artemísia, entre outras técnicas.

Uma equipe multiprofissional faz acompanhamento nutricional, de fonoaudiologia e psicologia, bem como terapia ocupacional, são feitas em sessões individuais e em grupos. Cada um desses tratamentos é realizado após avaliação e recomendação médica.

O paciente atendido no HMA recebe um tratamento diferenciado, pois é observado na totalidade, não apenas onde está concentrada a enfermidade. A consulta também é mais demorada para que a avaliação do paciente seja completa; também há pacientes que ficam por anos se tratando no hospital, com o foco na manutenção da saúde e prevenção de complicações de doenças crônicas.

Uma conquista do HMA nesse ano, foi a realização de um convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para um projeto de pesquisa para a pós-graduação da Faculdade de Farmácia, com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). A pesquisa envolverá 300 pacientes do HMA e verificará a tolerância quanto as fórmulas fitoterápicas prescritas pelos médicos. A triagem vai começar neste semestre, assim que houver a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFG. A previsão é de que a pesquisa tenha duração de dois anos.

Além de testar a segurança dos tratamentos fitoterápicos, a pesquisa ainda beneficiará as farmácias da Universidade Federal de Goiás e do Hospital de Medicina Alternativa, uma vez que os recursos oriundos da Fapeg contribuirão para melhorar a estrutura desses locais, para que os estudos possam ser realizados. Com isso, o HMA demonstra, mais uma vez, sua atualidade na prática assistencial que tem sido alvo da confiança dos goianos há quase três décadas.

(Halim Antonio Girade é Secretário de Estado da Saúde de Goiás)