Fitoterápicos: uma opção cada vez mais reconhecida pelos médicos

Entre as práticas integrativas em saúde, a fitoterapia destaca-se como uma das mais populares, por sua tradição, popularidade e universalidade. Diversas instituições trabalham pela promoção da fitoterapia no Brasil e sem dúvida a Frente Holística promove as suas qualidades.

Acreditamos que uma significativa parte de remédios e tratamentos onerosos pode ser reduzida e até substituída com práticas como a fitoterapia, vendo ela principalmente do ponto de vista da medicina preventiva (sem ignorar seu potencial como tratamento efetivo). Fármacos caros e agressivos ao corpo humano poderiam ser menos utilizados, sendo aplicados apenas quando fossem realmente úteis, já que tratamentos integrativos e complementares podem atuar na promoção da saúde.

As ervas e chás são uma riqueza que pode crescer em nosso jardim ou serem adquiridas facilmente. Todavia o seu uso não pode ser discriminado, já que não sendo utilizada da forma adequada pode gerar novos problemas, sendo assim necessário o auxílio de um terapeuta capacitado.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares adotada pelo SUS contempla a fitoterapia entre as terapias recomendadas. Nas suas diretrizes gerais podemos destacar:

  • Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos na perspectiva da ampliação da produção pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica nestes âmbitos na regulamentação sanitária.
  • Garantia do monitoramento da qualidade dos fitoterápicos pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

O papel da Frente Holística é estimular a implementação destas diretrizes em todo o SUS, bem como a ampliação das práticas integrativas oferecidas. Este é uma das formas de resolver o problema do SUS, inviável em sua própria concepção e paradigma, já que uma abordagem que evita o adoecimento economiza recursos públicos e promove o bem estar da sociedade.

Veja abaixo duas matérias, uma do programa Bem Estar, com diferentes médicos apresentando características dos fitoterápicos e uma matéria do Diário Catarinense, que apresenta um médico que tem como principal tratamento o uso de plantas e chás.

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Médicos destacam os benefícios dos fitoterápicos para problemas de saúde

Hortelã, babosa, guaco, alcachofra e cáscara sagrada são exemplos.Postos de saúde de quase mil cidades brasileiras já têm medicamentos.

Os efeitos dos medicamentos fitoterápicos, feitos à base de plantas naturais, são conhecidos desde a Grécia Antiga, e cada vez mais esses remédios ganham espaço nas prateleiras das farmácias e dos postos de saúde. Unidades do Serviço Único de Saúde (SUS) de quase mil cidades brasileiras já oferecem esses produtos aos pacientes.

 

Os fitoterápicos podem ser usados para vários problemas de saúde, como tosse (guaco), colesterol alto (alcachofra), queimaduras (babosa), ansiedade e insônia (valeriana), sintomas da TPM (prímula), sintomas da pré-menopausa (isoflavona de soja), artrite e inflamações (unha-de-gato), dor lombar (garra-do-diabo e salgueiro), gases (espinheira-santa), prisão de ventre (cáscara sagrada e plantago) e depressão (erva-de-são-joão). É importante sempre tomar esses remédios com orientação médica, sobretudo quando for usado mais de um ao mesmo tempo.

 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, Alex Botsaris, se a planta for consumida como chá, é importante ficar atento à procedência dela, pois muitas folhas secas de diferentes espécies se parecem muito. O médico também fez um alerta sobre as folhas de graviola, que têm sido divulgadas na internet como uma cura para o câncer. Essa informação é mentirosa, e a planta ainda pode causar tremores semelhantes ao Parkinson.

Babosa fitoterápico

A dermatologista Márcia Purceli também falou sobre o uso de henna e henê nos cabelos. Segundo ela, não se deve nunca misturar henê com outras tintas, pois o cabelo pode cair.

 

A farmacêutica Caroly Cardoso explicou que muitos fitoterápicos são de venda livre nas farmácias. Na dúvida, peça ajuda ao médico e ao farmacêutico, e questione principalmente sobre possíveis interações com remédios que você já toma. Por exemplo, a erva-de-são-joão pode prejudicar o efeito de anticoagulantes. Caroly também disse que não há nenhuma comprovação científica sobre o uso de fitoterápicos para emagrecimento.

 

 

Experiência de médico catarinense mostra como é plenamente possível e vantajoso integrar a medicina convencional com as práticas integrativas.

 

Médico de Florianópolis receita plantas medicinais para curar doenças

Folhas de hortelã, alecrim, couve são distribuídas gratuitamente na unidade de saúde

Alecrim para curar depressão, manjericão para uma boa digestão, hortelã para desobstruir o nariz e matar os vermes, babosa para melhorar a pele e lavanda para relaxar. Estes são alguns dos “remédios” receitados para quem passa por uma consulta com o doutor Murilo Leandro Marcos, 30 anos, médico da família no Centro de Saúde da Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

 

Já na recepção os pacientes têm a disposição um vaso cheio de ervas, folhas e frutas que tem o poder de curar e prevenir doenças. Grande parte é plantado e colhido no jardim da unidade, um trabalho conjunto realizado entre o médico, funcionários do posto e a comunidade local, que existe há cerca de três anos, mas voltou com força total em 2014. Na plantação é possível encontrar couve, beterraba, hortelã, alecrim e outras plantas e flores. As folhas que caem de uma árvore próxima são aproveitadas para manter a terra úmida.

 

O consultório do médico meio hippie — diz brincando — tem paredes lilás, plantinhas, mel, mandala na parede e um ouvido aberto para escutar as dores do corpo e da alma de cada paciente. A medicina praticada por doutor Murilo na unidade desde 2011 é centrada nas pessoas:

 

— Cada caso é avaliado individualmente, vejo todo o contexto, a família, o local onde vive. Com isso busco um equilibro entre a medicina tradicional e a moderna, e a cultura do bairro aceita muito bem. Os remédios tradicionais têm muitos efeitos colaterais, e as pessoas já viram que um chá pode ser muito potente — explica.

 

As práticas integrativas desenvolvidas na unidade são todas regularizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do médico e da equipe é transformar o posto em exemplo para todo o Brasil:

 

— Os moradores podem fazer acupuntura e outras terapias alternativas, participar de grupos de gestantes, fumantes, e isso envolve toda a comunidade. Futuramente queremos construir uma tenda de integração no espaço que temos no jardim, e a associação de moradores já avisou que vai contribuir — conta.

 

Prefeitura de Londrina reconhece trabalho fitoterapico no SUS

Como o já falado aqui diversas vezes, o trabalho da Frente Holística está para reconhecer o benefício das praticas integrativas e integrá-las no Sistema Único de Saúde. Diversas boas experiências já existem, algumas a diversos ano, gerando conhecimento, experiência e inspiração para mais trabalho.

A prefeitura da cidade paranaense de Londrina reconheceu o trabalho realizado pelo poder público

Veja notícias completa no site da Prefeitura de Londrina:

Programa Municipal de Fitoterapia recebe menção honrosa em Congresso Estadual

O reconhecimento é fruto do sucesso da prática terapêutica na Rede Básica de Saúde de Londrina

Na manhã de hoje (3) um programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde foi certificado com menção honrosa no 30º Congresso Estadual das Secretarias Municipais de Saúde do Paraná, realizado em Foz do Iguaçu. O êxito foi alcançado com o trabalho intitulado “Programa Municipal de Fitoterapia: Londrina no contexto das práticas integrativas e complementares”, apresentado na Mostra de Experiências Municipais em Saúde Pública: “Paraná: aqui tem SUS”, que integra o evento.

A menção honrosa ao programa londrinense é fruto dos bons resultados obtidos pelo Programa Municipal de Fitoterapia, prática terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas. Trata-se de uma forma de terapia medicinal que vem crescendo nos últimos anos. O Programa Municipal foi oficializado em agosto de 2003 e hoje está presente em 14 unidades de saúde, consideradas unidades-piloto, sendo 13 na zona rural e uma na zona urbana (UBS El Dorado).

Através dele, são disponibilizados conhecimentos e produtos fitoterápicos para uso na Rede Básica de Saúde de Londrina, diminuindo o uso de medicamentos alopáticos e seus possíveis efeitos colaterais, além de oferecer outras alternativas terapêuticas. Também estimula a prática adequada da Fitoterapia em comunidades e nos serviços, atende patologias não incluídas na cesta básica, institui plantas medicinais na Rede de Saúde e capacita equipes de profissionais da saúde (médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários).

As atividades foram ganhando corpo no decorrer dos anos e a experiência aponta resultados positivos baseados nos relatos e avaliação clínica com os fitoterápicos em uso, além do interesse de instituições que buscam parcerias, confirmando o uso da Fitoterapia como terapêutica relevante, com tratamentos menos custosos e eficácia comprovada.

O trabalho gratificado com a menção foi idealizado pelos servidores Rosilene Aparecida Machado, que fez a apresentação, Sonia Hutul Silva, Rui Cépil Diniz, Mara Lucia Rocha, Bruna Aparecida dos Reis, Gisela Luppi Noivo Aroceno e Adriana Cerqueira Faddul. Outro programa municipal também foi apresentado no evento com o tema “O uso do SIG como ferramenta para o planejamento e gestão em Saúde”.

Estimular trabalhos bem-sucedidos no SUS

A Mostra tem como objetivo incentivar os municípios a divulgarem suas experiências e promover o intercâmbio de trabalhos inovadores e bem sucedidos no SUS, visando fortalecer as ações por meio de soluções criativas no campo da gestão pública ou regional. A finalidade é a consolidação dos direitos dos cidadãos à saúde.

O Congresso

A 30ª edição do Congresso Estadual das Secretarias Municipais de Saúde foi realizada pelo COSEMS Paraná com o tema “Gestão do Trabalho: cuidando de quem cuida”. O evento tem como objetivo buscar melhores soluções para as necessidades apontadas para fazer um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais equânime, universal e de qualidade. Participam do evento gestores, profissionais, docentes, estudantes da área da Saúde dos 399 municípios paranaenses.

Hospital goiano é referência em tratamento com fitoterapia e homeopatia

Com uma história fantástica, tendo em sua fundação a ajuda de médicos indianos e estando a quase 30 anos na ativa, o Hospital de Medicina Alternativa de Goias é um grande exemplo de trabalho.

Conheça mais da história nesse vídeo:

hospital de medicina alternativas goias plantas medicinais

hospital de medicina alternativas goias plantas medicinais 2

Confira esse artigo no Diário da Manhã:

Hospital de Medicina Alternativa oferece tratamentos diferenciados para a população

O Hospital de Medicina Alternativa (HMA) é referência em Goiás e até no Brasil no tratamento de enfermidades por meio da Fitoterapia e da Homeopatia. Fundado há 28 anos, com ajuda de médicos indianos, a unidade realiza o tratamento de mais de sete mil pessoas por mês, todos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Devido a característica da unidade, os tratamentos são aplicados conforme os preceitos da Medicina Integrativa, pois aborda em primeiro plano o paciente como um todo e utiliza as diversas formas de terapias disponíveis no sistema público de saúde, incluindo as práticas integrativas e complementares como homeopatia, acupuntura, fitoterapia e a abordagem de terapias tradicionais, como a medicina tradicional chinesa e o Ayurveda – esta que é a ciência da saúde mais antiga da humanidade, amplamente utilizada na Índia.

A Medicina Integrativa trata o ser humano como o foco da atenção em saúde e, por isto, atende no escopo da medicina generalista, recebendo pacientes independentemente da especialidade da doença. De acordo com os médicos que atuam na unidade de saúde, são atendidos pacientes portadores de doenças das menos complexas às mais graves, como Aids e câncer, sempre de uma forma integrativa e complementar aos tratamentos convencionais da alopatia. Com as práticas integrativas e complementares se pode completar os tratamentos convencionais proporcionando maior qualidade de vida aos pacientes. Os pacientes atendidos na unidade contam com 19 médicos especialistas em Homeopatia, Acupuntura e capacitados em Fitoterapia, além de receberem também a atenção de nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos e fonoaudiólogos. Quando necessário, os pacientes podem participar de grupos terapêuticos que incluem aulas de Yoga e terapias corporais.

Para ter acesso a esses tratamentos, os pacientes só precisam pedir para os médicos que atendem na rede SUS, postos de saúde e CAIS, o encaminhamento para o HMA. Assim o agendamento e o atendimento serão facilitados, e, o tempo de espera do paciente será reduzido. Todo tratamento no Hospital de Medicina Alternativa é gratuito.

Para quem não conhece, a Fitoterapia, é o tratamento de enfermidades através das plantas medicinais que podem ser in natura, rasurada – que são plantas fragmentadas por meio de trituradores -, e por extrato seco. Já a Homeopatia é o tratamento realizado com medicamentos diluídos e dinamizados – que podem ser provenientes de matérias-primas animal, vegetal e mineral.

A unidade de saúde, também oferece serviços de Acupuntura, que é uma das formas de tratamento da medicina tradicional chinesa, e consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos, distribuídos pelos meridianos do corpo visando estimular e harmonizar a energia interna. Usa-se também auriculoterapia combinada com artemísia, entre outras técnicas.

Uma equipe multiprofissional faz acompanhamento nutricional, de fonoaudiologia e psicologia, bem como terapia ocupacional, são feitas em sessões individuais e em grupos. Cada um desses tratamentos é realizado após avaliação e recomendação médica.

O paciente atendido no HMA recebe um tratamento diferenciado, pois é observado na totalidade, não apenas onde está concentrada a enfermidade. A consulta também é mais demorada para que a avaliação do paciente seja completa; também há pacientes que ficam por anos se tratando no hospital, com o foco na manutenção da saúde e prevenção de complicações de doenças crônicas.

Uma conquista do HMA nesse ano, foi a realização de um convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para um projeto de pesquisa para a pós-graduação da Faculdade de Farmácia, com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). A pesquisa envolverá 300 pacientes do HMA e verificará a tolerância quanto as fórmulas fitoterápicas prescritas pelos médicos. A triagem vai começar neste semestre, assim que houver a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFG. A previsão é de que a pesquisa tenha duração de dois anos.

Além de testar a segurança dos tratamentos fitoterápicos, a pesquisa ainda beneficiará as farmácias da Universidade Federal de Goiás e do Hospital de Medicina Alternativa, uma vez que os recursos oriundos da Fapeg contribuirão para melhorar a estrutura desses locais, para que os estudos possam ser realizados. Com isso, o HMA demonstra, mais uma vez, sua atualidade na prática assistencial que tem sido alvo da confiança dos goianos há quase três décadas.

(Halim Antonio Girade é Secretário de Estado da Saúde de Goiás)