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Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares gera economia e salva vidas – Hylton Luz

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Artigo do dr. Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, médico assistente do Instituto da Criança e assessor da Organização Mundial de Saúde, intitulado “Quando os remédios são venenos”, publicado na revista Ser Médico, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), traz informações qualificadas para subsidiar meu posicionamento em favor da imediata implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Nesse artigo, dr. Wong acautela a classe médica sobre o problema da medicalização da vida, o uso abusivo de medicamentos químicos e os reais riscos para a saúde dos pacientes. Visando dar substância aos seus argumentos, afirma:

Estatísticas mais confiáveis, e preocupantes, vindas dos Estados Unidos indicam que eventos adversos e erros decorrentes do uso de remédios causam um prejuízo de mais de US$ 117 bilhões, anualmente, ao sistema de saúde local, além de resultar em mais de 106 mil óbitos, sendo a quarta ou quinta maior causa de morte.

Mesmo considerando diferenças entre a prática médica no Brasil e nos Estados Unidos, ponderando que o volume de recursos desperdiçado não é da mesma ordem e que, sendo a nossa população menor, a mortalidade não é igual, esses dados norte-americanos são suficientes para que possamos afirmar: implementar a PNPIC impacta em expressiva redução dos riscos para a vida e uma colossal economia de recursos financeiros.

Sustentamos tal afirmativa no fato de a PNPIC ser uma política nacional que fomenta práticas de cuidado não invasivos, isto é, que adotam técnicas de investigação diagnóstica com base em sintomas que estão ao alcance dos sentidos dos profissionais, e que utiliza recursos terapêuticos que não têm o mesmo poder ofensivo nem geram as consequências adversas comuns e previsíveis dos medicamentos químicos.

Esses dados corroboram os argumentos da Organização Mundial de Saúde acerca da inclusão das medicinas tradicionais no âmbito das políticas nacionais de saúde, como um recurso estratégico para minorar a crise sanitária mundial: crise de sustentabilidade consequente do impacto dos custos de medicamentos e insumos de diagnóstico nas ações de saúde.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foi publicada em 6 de março de 2006 e, passados nove anos, ainda não assistimos sequer à elaboração de um plano de implementação, à definição de prioridades, ou mesmo a prazos para iniciar qualquer uma das suas onze diretrizes. Ela continua exatamente como foi proposta naquela data, vaga e incapaz de gerar resultados.

As raras iniciativas tomadas em seu nome não tiveram continuidade, não foram consequentes com a formulação de um programa, muito menos de projetos, com ações, prazos e orçamentos definidos. Todos os feitos relacionados à PNPIC se deram com base no arbítrio de algum gestor transitório.

É possível afirmar, sem margem para dúvida, que nos termos atuais, a PNPIC é uma proposta de política de saúde incompleta, na medida em que está formulada sem qualquer referência a compromissos, critérios de verificação e meios para garantir a execução de suas ações, necessários ao atendimento dos direitos sociais aos quais visa suprir.

A pergunta que não pode calar é: quais as razões para que a PNPIC não avance, se está implicada com a geração de economia de recursos e com a redução de riscos nas ações de saúde?


Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos
Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

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Fotos da reinstalação da Frente Holística em Brasília

Fotos da reinstalação da Frente Holística em Brasília:

Lançamento da Frente Holística – 18 de junho, às 14h em Brasília

É com grande alegria que convidamos a todos os terapeutas, entidades, associações e sindicatos ligados as terapias integrativas do Brasil para o relançamento da Frente Parlamentar Mista de Práticas Integrativas em Saúde – Frente Holística.

Dia 18 de junho, às 14h, no Plenário 14 da Câmara dos Deputados, Brasília/DF

Confirme presença pelo email cherini@giovanicherini.com O relançamento da Frente Holística se deve ao fato das frentes parlamentares serem arquivadas com a finalização de um mandato e necessitarem ser relançadas após o início de um mandato.

CONVITE FRENTE HOLISTICA-email

Lançamento da Frente Holística em Brasília

É com grande alegria que convidamos a todos os terapeutas, entidades, associações e sindicatos ligados as terapias integrativas do Brasil para o relançamento da Frente Parlamentar Mista de Práticas Integrativas em Saúde – Frente Holística.

Dia 18 de junho, às 14h, no Plenário 14 da Câmara dos Deputados, Brasília/DF

Confirme presença pelo email cherini@giovanicherini.com

O relançamento da Frente Holística se deve ao fato das frentes parlamentares serem arquivadas com a finalização de um mandato e necessitarem ser relançadas após o início de um mandato.

O preconceito como empecilho à ampliação dos recursos de cuidado: um problema de saúde pública – Hylton Luz

Os efeitos colaterais dos medicamentos, cada dia mais fortes e perigosos, especialmente nos casos em que o uso continuado e de longo prazo se faz necessário, é um dos fatores determinantes para o crescimento do medo de remédios e o abandono dos tratamentos.

A questão da “adesão aos tratamentos” é um aspecto muito debatido, especialmente nos casos de doenças crônicas, mas também no caso de tratamentos menos prologados e menos graves, no qual o medicamento químico é a única alternativa oferecida aos pacientes.

Por essa razão, os conceitos de integralidade da saúde e de complementaridade dos recursos de cuidado têm sido referidos como uma estratégia para o sucesso dos tratamentos, bem como uma forma de racionalizar e escalonar o emprego dos recursos.

Esses conceitos têm por princípio começar com práticas simples, aquelas menos agressivas e que se baseiam no emprego dos recursos acessíveis aos pacientes – seja porque que se encontram em seu ambiente, ou porque estimulam os meios de recuperação próprios ao organismo.

É com essa perspectiva, de ampliar os recursos, de cuidado, prevenção e tratamento, que a Organização Mundial da Saúde fomenta políticas públicas que estimulem a inclusão das práticas integrativas e complementares (PIC) nas ações e serviços de saúde pública.

Nesse sentido, não é casual o aumento da divulgação de resultados positivos e o desenvolvimento de pesquisas que abordam a aplicação de técnicas e práticas típicas das medicinas tradicionais.

A grande maioria dessas práticas e recursos de cuidados já é aplicada há centenas – e até milhares – de anos; portanto, são inquestionavelmente seguras quando selecionadas e praticadas de forma criteriosa e de acordo com as suas especificidades.

Por essa razão, se faz necessário que as instituições de educação e formação de recursos humanos superem preconceitos, uns arraigados na ignorância e outros fomentados pelos interesses da indústria química produtora das drogas, abrindo espaço para a qualificação daqueles que desejam exercer essas práticas no cuidado da saúde de terceiros.

Esse tema foi abordado de forma muito feliz em um recente artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública (v. 30, n. 11, 2014, pp. 2368-76, ISSN 0102-311X), disponível nesta página, onde o cientista Nelson Filice divulga os resultados de sua pesquisa, intitulada “Medicina baseada em evidência e medicina baseada em preconceito: o caso da homeopatia”.

Nesse contexto, é lamentável o desapreço do Ministério da Saúde pela implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que estabelece, entre suas diretrizes, a regulamentação do processo de formação de recursos humanos em práticas integrativas e complementares.

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Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

A liberdade de escolha no SUS – Hylton Luz

A democracia na saúde só existirá quando a todo cidadão for garantido o pleno direito de escolher a terapêutica que deseja.

Hylton Sarcinelli Luz

Um dos marcos capitais do regime democrático é o livre pensar e a garantia de respeito ao pensamento e às escolhas de cada indivíduo. Por essa razão, não somos todos obrigados a torcer pelo mesmo time de futebol, comermos a mesma comida, professar a mesma religião ou ler os mesmos livros etc.

É por vivermos nesse regime que qualquer pessoa tem o direito de manifestar suas opiniões sobre qualquer tema e, na saúde, declarar-se a favor ou contrária ao uso da acupuntura, da fitoterapia, da homeopatia e demais práticas presentes na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

A liberdade de escolhas individuais é um direito fundamental que a nossa Constituição prescreve, e que cabe ao Estado garantir para que todos os cidadãos brasileiros possam exercê-la de forma ampla e irrestrita.

Hoje, há dezenas de milhares de profissionais de práticas integrativas e complementares (PIC) em atividade na clínica privada. Esse numeroso contingente de profissionais trabalha quase que exclusivamente no segmento que reúne aproximadamente de 30% da população, aqueles que desfrutam de poder econômico para escolher e comprar serviços de saúde privados.

Podemos dizer que tal número de prestadores de serviço expressa a existência de um significativo interesse do público e, também, uma satisfação com resultados alcançados que pode ser inferida pelo crescimento do número de profissionais e de serviços ofertados a essa população.

Na iniciativa privada, a liberdade de escolha opera de forma plena, na medida em que cada um escolhe a profissão que deseja exercer, e o cidadão também elege o que julga ser melhor para cuidar da própria saúde.

No entanto, quando olhamos para o SUS, constatamos que, embora ele preste serviços e promova ações de saúde para um contingente populacional que é duas vezes e meia maior, o número de profissionais e serviços é uma minúscula fração dos números encontrados na iniciativa privada.

Encontramos, na iniciativa privada, a assistência individual da saúde com as PIC em quase todos os 5.565 municípios do país; no entanto, no SUS, esse número não atinge a cifra de 500 municípios e, consequentemente, o número de profissionais é pouco maior que um milhar.

Esse cenário evidencia que, no âmbito da saúde pública, onde cabe ao Estado as iniciativas de agir para corresponder aos seus deveres constitucionais, o direito de escolha não está garantido.

A proposição da PNPIC e sua publicação em 2006, por iniciativa do Executivo, visou ampliar os recursos de cuidado e promoção da saúde, e também reparar essa exclusão de direitos que afeta os usuários do SUS. No entanto, passados oito anos, ela ainda se encontra incompleta, sem prever fontes de recursos ou declarar os critérios necessários ao monitoramento de sua implementação de forma transparente.

Por tal razão, podemos afirmar que o SUS ofende os seus próprios compromissos e princípios constitucionais no que diz respeito às PIC, na medida em que não garante os requisitos da universalidade, equidade e integralidade.

A mudança desse cenário está nas mãos da sociedade, na capacidade de os atores sociais das PIC se articularem, organizando-se com vistas à exigibilidade da PNPIC como política pública, de forma a garantir direitos aos cidadãos e, também, aos profissionais que estão privados de atuar no âmbito da atividade pública.

Do nosso ponto de vista, o primeiro passo no caminho para essa articulação e organização com vistas a essa conquista é consolidar uma rede nacional de atores das PIC voltada para o propósito de identificar quem são, onde estão, como atuam esses profissionais, bem como as necessidades a serem supridas para garantir o acesso da população, de acordo com os princípios que fundamentam e operam o SUS.

A democracia brasileira só estará consolidada no campo da saúde quando esse dever constitucional, o compromisso de provê-la de modo integral, universal e equânime, garantir a todos os cidadãos o direito à liberdade de escolha individual, facultando a cada um eleger, entre as formas de cuidado reconhecidas, aquelas que estão de acordo com suas escolhas de vida.


Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

Entrevista com o Presidente da Frente Holística

Abordando suas ideias sobre o paradigma holístico e seus projetos, em especial os sobre a saúde, Giovani Cherini concedeu entrevista ao blog Mundo Holístico. Cherini é o fundador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Práticas Integrativas em Saúde, a Frente Holística. Tendo formação em diferentes terapias e práticas integrativas em saúde, ele é um dos defensores desta bandeira na Câmara Federal.

Confira abaixo a entrevista do blog Mundo Holístico:

Entrevista com o Deputado Federal Giovani Cherini

Deputado, qual é a sua expectativa em relação ao 10º Encontro Holístico Brasileiro?

Desde que foi criado, há 10 dez anos, o evento só cresce. No ano passado tivemos 4.448 inscrições, 1.700 atendimentos e 78 expositores. 36 palestrantes do Brasil e do exterior se revezavam no palco. A minha expectativa é que o evento continue tendo a mesma energia e vibração das edições anteriores.

O que o levou a criar o Encontro Holístico Brasileiro?

O Encontro Holístico foi criado com o propósito de apresentar e debater as práticas integrativas em saúde, oferecer vivências nesse campo e homenagear às entidades, instituições, veículos e pessoas que se destacam na aplicação de terapias alternativas no campo da saúde e do meio ambiente.

Fale-nos um pouco sobre sua formação e interesse na área holística?

Me considero um Ser Holístico. Através dele, tenho uma visão sobre a maneira de ver o mundo, o homem e a vida em si como entidades únicas, completas e intimamente associadas. Holismo vem do grego holos, que significa inteiro ou todo, e representa um novo paradigma científico e filosófico. Consiste em uma forma de tentar unir o homem ao universo, onde ele está inserido, visando à integração dos seus aspectos físicos, emocionais, espirituais, mentais, etc. O ser humano não é somente matéria física, nem somente consciência, nem apenas emoções. Logo, levar em consideração apenas alguns desses aspectos isoladamente é perder de vista sua inteireza, sua integridade. O holismo não exclui, não condena, não separa. Não nega, nem afirma. Trata, tão somente, de construir pontes, de estabelecer conexões. Considera que em cada coisa esta representado o todo e que esse transcende a simples soma de suas partes. O pensamento holístico é profundamente ecológico, e, de acordo com ele, o indivíduo e a natureza não estão separados. Mais do que isso, formam um conjunto impossível de ser dissociado.

Recentemente o Senhor concedeu uma entrevista e falou que o problema do SUS é o foco na doença. Sabemos que é difícil mudarmos essa estrutura.

Reafirmo: o foco das autoridades está sendo a doença e não a saúde das pessoas. Por isso defendo a chamada Saúde Integrativa – combinação da medicinal convencional e das terapias complementares – possa mudar a triste lógica existente no nosso País, que é tratar da doença como a doença já contraída, e não a saúde dos brasileiros, de forma preventiva. E por que devem se integrar? Hoje a chamada medicina alopática é dominante no sistema de saúde do País. Concentra sua preocupação com a doença local, física, tumor, câncer, inflamação, inchação. Desconhece totalmente os princípios da origem das doenças. Não considera os sintomas energéticos, mentais e emocionais.

Qual a sua sugestão para esse problema? Há algum projeto na pauta do Congresso Nacional?

Existem vário projetos em tramitação. Pessoalmente, estou tentando fazer a minha parte no sentido de ver implantada algumas ações que tenha por objetivo melhorar a vida das pessoas. Sou autor do Projeto de Lei nº 4.186, de 2012, que cria o chamado remédio biblioterápico. Isso mesmo, a lei exigirá a presença de livros, devidamente autorizados pelo Ministério da Saúde, nos hospitais públicos, farmácias e drogarias. A aplicação da biblioterapia em pacientes adultos internados em unidades hospitalares tem como pretensão proporcionar uma internação menos dolorosa e agressiva, humanizando o tratamento hospitalar. Também apresentei o Projeto de Lei nº 4.455, de 2012, que dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por Animais nos hospitais públicos contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde — SUS. O projeto tem por objetivo a introdução de animal junto a um indivíduo ou grupo, como parte integrante do processo de tratamento que visa a promover a saúde física, social, emocional e/ou as funções cognitivas. A ONG Cão Amigo, em Curitiba, leva a dez instituições alegria e cura por meio dos bichos. Há décadas a presença de animais nos hospitais dos Estados Unidos é muito comum. As chamadas Terapias Assistidas por Animais também são usadas com sucesso no Canadá e na Europa.

Trata-se de um recurso que o adulto e a criança utilizam para se sentirem seguros. Afagar um animal permite abrir um espaço potencial para expressar a criatividade e lidar com as emoções, o que denota a sua importância, principalmente, nos processos de crise que advêm de períodos de hospitalização prolongados. Sou autor do Projeto de Lei nº 3.804, de 2012, que regulamenta o exercício da profissão de naturólogo, profissional que atua com as práticas terapêuticas naturais, integrativas e complementares, tradicionais ou associadas aos novos avanços da ciência, visando à promoção, à manutenção e à recuperação da saúde, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Naturologia e da Associação Paulista de Naturologia. Sou autor também do Projeto de Lei nº 4.183, de 2012, que dispõe sobre diagnóstico e atendimento clínico aos portadores de depressão nas unidades de saúde componentes do Sistema Único de Saúde — SUS.

Por ser o parlamentar presidente da Frente Parlamentar de Práticas Integrativas em Saúde, na sua opinião, como as entidades da sociedade civil ligadas ao segmento holístico e profissionais dessa área podem contribuir para o avanço da Frente Parlamentar?

Importante destacar que a Frente Holística está quebrando o paradigma da saúde, no Brasil. Tem como principais objetivos, a criação das frentes em todos os estados (MG e RJ); Inclusão das Terapias Integrativas no SUS; Inclusão de Terapias Integrativas nos Programas de Saúde; Defender e divulgar novas tecnologias existentes no campo das práticas integrativas, destacando seus benefícios; e, Adoção de uma política nacional de saúde integrativa. Para participar dela basta aderir a Frente Parlamentar e participar das nossas atividades. A ficha de adesão pode ser preenchida no www.frenteholistica.wordpress.com.

Sabendo que o Brasil tem o título de campeão no uso exagerado de agrotóxicos. Na qualidade de integrante da Frente Parlamentar da Agricultura, qual a sua posição sobre o uso de agrotóxicos e o que pode ser feito para mudar essa situação?

O pensamento holístico é profundamente ecológico, e, de acordo com ele, o indivíduo e a natureza não estão separados. Mais do que isso, formam um conjunto impossível de ser dissociado. Por essa razão também defendo a produção de alimentos orgânicos.

Infelizmente, no momento, não temos como produzir alimentos sem a utilização de defensivos químicos. O que questiono é o exagero e a falta de consciência de quem os utiliza. O Brasil é um dos campeões mundiais de uso de agrotóxicos. Triste marca.

Para finalizar, deixe uma mensagem para nossos leitores e seus comentários finais.

Neste ano o tema do evento será FELICIDADE. Trabalhamos muito a SABEDORIA, que aliás, considero a parte suprema da FELICIDADE. A FELICIDADE é a nova ONDA Vibratória. Ela está dentro de cada um esperando que mudemos a nossa faixa vibratória para poder acolhê-la. A capacidade de ser feliz é a capacidade de perceber e valorizar a SAÚDE, o TRABALHO, a FAMÍLIA, os AMIGOS e a ESPIRITUALIDADE. Repita diariamente: Eu sou feliz agora!


Fonte: Entrevista com o Deputado Federal Giovani Cherini

Fitoterápicos: uma opção cada vez mais reconhecida pelos médicos

Entre as práticas integrativas em saúde, a fitoterapia destaca-se como uma das mais populares, por sua tradição, popularidade e universalidade. Diversas instituições trabalham pela promoção da fitoterapia no Brasil e sem dúvida a Frente Holística promove as suas qualidades.

Acreditamos que uma significativa parte de remédios e tratamentos onerosos pode ser reduzida e até substituída com práticas como a fitoterapia, vendo ela principalmente do ponto de vista da medicina preventiva (sem ignorar seu potencial como tratamento efetivo). Fármacos caros e agressivos ao corpo humano poderiam ser menos utilizados, sendo aplicados apenas quando fossem realmente úteis, já que tratamentos integrativos e complementares podem atuar na promoção da saúde.

As ervas e chás são uma riqueza que pode crescer em nosso jardim ou serem adquiridas facilmente. Todavia o seu uso não pode ser discriminado, já que não sendo utilizada da forma adequada pode gerar novos problemas, sendo assim necessário o auxílio de um terapeuta capacitado.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares adotada pelo SUS contempla a fitoterapia entre as terapias recomendadas. Nas suas diretrizes gerais podemos destacar:

  • Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos na perspectiva da ampliação da produção pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica nestes âmbitos na regulamentação sanitária.
  • Garantia do monitoramento da qualidade dos fitoterápicos pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

O papel da Frente Holística é estimular a implementação destas diretrizes em todo o SUS, bem como a ampliação das práticas integrativas oferecidas. Este é uma das formas de resolver o problema do SUS, inviável em sua própria concepção e paradigma, já que uma abordagem que evita o adoecimento economiza recursos públicos e promove o bem estar da sociedade.

Veja abaixo duas matérias, uma do programa Bem Estar, com diferentes médicos apresentando características dos fitoterápicos e uma matéria do Diário Catarinense, que apresenta um médico que tem como principal tratamento o uso de plantas e chás.

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Médicos destacam os benefícios dos fitoterápicos para problemas de saúde

Hortelã, babosa, guaco, alcachofra e cáscara sagrada são exemplos.Postos de saúde de quase mil cidades brasileiras já têm medicamentos.

Os efeitos dos medicamentos fitoterápicos, feitos à base de plantas naturais, são conhecidos desde a Grécia Antiga, e cada vez mais esses remédios ganham espaço nas prateleiras das farmácias e dos postos de saúde. Unidades do Serviço Único de Saúde (SUS) de quase mil cidades brasileiras já oferecem esses produtos aos pacientes.

 

Os fitoterápicos podem ser usados para vários problemas de saúde, como tosse (guaco), colesterol alto (alcachofra), queimaduras (babosa), ansiedade e insônia (valeriana), sintomas da TPM (prímula), sintomas da pré-menopausa (isoflavona de soja), artrite e inflamações (unha-de-gato), dor lombar (garra-do-diabo e salgueiro), gases (espinheira-santa), prisão de ventre (cáscara sagrada e plantago) e depressão (erva-de-são-joão). É importante sempre tomar esses remédios com orientação médica, sobretudo quando for usado mais de um ao mesmo tempo.

 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, Alex Botsaris, se a planta for consumida como chá, é importante ficar atento à procedência dela, pois muitas folhas secas de diferentes espécies se parecem muito. O médico também fez um alerta sobre as folhas de graviola, que têm sido divulgadas na internet como uma cura para o câncer. Essa informação é mentirosa, e a planta ainda pode causar tremores semelhantes ao Parkinson.

Babosa fitoterápico

A dermatologista Márcia Purceli também falou sobre o uso de henna e henê nos cabelos. Segundo ela, não se deve nunca misturar henê com outras tintas, pois o cabelo pode cair.

 

A farmacêutica Caroly Cardoso explicou que muitos fitoterápicos são de venda livre nas farmácias. Na dúvida, peça ajuda ao médico e ao farmacêutico, e questione principalmente sobre possíveis interações com remédios que você já toma. Por exemplo, a erva-de-são-joão pode prejudicar o efeito de anticoagulantes. Caroly também disse que não há nenhuma comprovação científica sobre o uso de fitoterápicos para emagrecimento.

 

 

Experiência de médico catarinense mostra como é plenamente possível e vantajoso integrar a medicina convencional com as práticas integrativas.

 

Médico de Florianópolis receita plantas medicinais para curar doenças

Folhas de hortelã, alecrim, couve são distribuídas gratuitamente na unidade de saúde

Alecrim para curar depressão, manjericão para uma boa digestão, hortelã para desobstruir o nariz e matar os vermes, babosa para melhorar a pele e lavanda para relaxar. Estes são alguns dos “remédios” receitados para quem passa por uma consulta com o doutor Murilo Leandro Marcos, 30 anos, médico da família no Centro de Saúde da Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

 

Já na recepção os pacientes têm a disposição um vaso cheio de ervas, folhas e frutas que tem o poder de curar e prevenir doenças. Grande parte é plantado e colhido no jardim da unidade, um trabalho conjunto realizado entre o médico, funcionários do posto e a comunidade local, que existe há cerca de três anos, mas voltou com força total em 2014. Na plantação é possível encontrar couve, beterraba, hortelã, alecrim e outras plantas e flores. As folhas que caem de uma árvore próxima são aproveitadas para manter a terra úmida.

 

O consultório do médico meio hippie — diz brincando — tem paredes lilás, plantinhas, mel, mandala na parede e um ouvido aberto para escutar as dores do corpo e da alma de cada paciente. A medicina praticada por doutor Murilo na unidade desde 2011 é centrada nas pessoas:

 

— Cada caso é avaliado individualmente, vejo todo o contexto, a família, o local onde vive. Com isso busco um equilibro entre a medicina tradicional e a moderna, e a cultura do bairro aceita muito bem. Os remédios tradicionais têm muitos efeitos colaterais, e as pessoas já viram que um chá pode ser muito potente — explica.

 

As práticas integrativas desenvolvidas na unidade são todas regularizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do médico e da equipe é transformar o posto em exemplo para todo o Brasil:

 

— Os moradores podem fazer acupuntura e outras terapias alternativas, participar de grupos de gestantes, fumantes, e isso envolve toda a comunidade. Futuramente queremos construir uma tenda de integração no espaço que temos no jardim, e a associação de moradores já avisou que vai contribuir — conta.

 

Evitar o adoecimento é mais barato e racional – Hylton Luz

O maior problema de saúde pública do mundo contemporâneo não são as doenças. Nem as mais letais das epidemias das últimas décadas, como a “gripe aviária ou porcina”, ou a “febre hemorrágica” pelo vírus Ebola. Tampouco as enfermidades crônicas que progridem em razão da ampliação da expectativa de vida das populações.

O maior problema de saúde pública atual é o custo. Pelo seu caráter progressivo, em escalada vertiginosa, muito acima da capacidade de geração de recurso pelos estados nacionais. Resultado de dois fatores.

Um fator é o crescimento demográfico que impacta os orçamentos nacionais com a ampliação permanente de despesa para prover o direito à saúde. Outro fator é o aumento progressivo do custo da hegemonia de uma medicina tecnológica que trabalha com a concepção de “combate às doenças”, seja através da cultura da medicalização, seja das intervenções radicais contra as alterações presentes no organismo.

Por esta razão, a Organização Mundial de Saúde recomenda, desde 1978, que os estados nacionais adotem em suas políticas públicas o conceito de “promoção de saúde”, que valoriza a diversidade das práticas, os conhecimentos tradicionais e a adoção de recursos terapêuticos que já estão no local, acessíveis e de baixo custo.

Assim com base no respeito à diversidade formulou a proposta de construir um regime de cooperação e integração entre práticas de saúde e cuidados com a vida para que seja possível racionalizar os recursos existentes e garantir a saúde como um direito imprescindível a todos os cidadãos do mundo.

Desta maneira a diversidade das tradições de cuidado da vida, presentes nas mais diversas culturas e sociedades, são incluídas como tecnologias de promoção da saúde. Práticas populares, seculares e reconhecidas por serem efetivas e seguras, são convocadas a somar nos esforços de evitar o adoecimento. Manter a saúde é muito mais barato do que combater as doenças depois de instaladas.

No tocante ao campo da medicina a ideia de respeito à diversidade e de integração não prosperou, mantendo-se uma dicotomia e um regime de tensão. Os interesses econômicos envolvidos com a propriedade dos saberes científicos hegemônicos não se coadunam com o livre acesso e a desregulamentação dos saberes tradicionais, estabelecendo barreiras que excluem e mantêm as práticas tradicionais em áreas periféricas, sem reflexo nas políticas públicas de saúde.

Assim, devemos apoiar e cobrar a implementação da Portaria 971 do Ministério da Saúde, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) que inclui especificamente homeopatia, acupuntura e fitoterapia, além de abrir espaço para uma ampla gama de práticas tradicionais de cuidado e promoção da saúde, no Sistema Único de Saúde.

Esta decisão ministerial, original e ousada, se orienta pela perspectiva de desenvolvimento tecnológico, qualificação de atores sociais, garantia de segurança para insumos, produtos e usuários, como tal sugere-se apta a superar os impasses e obstáculos que sucederam a proposta de 1978.


 

Hylton Sarcinelli Luz
MÉDICO HOMEOPATA, ESPECIALISTA EM DIREITO E SAÚDE, PRESIDENTE DA AÇÃO PELO SEMELHANTE e COORDENADOR DA CAMPANHA “DEMOCRACIA NA SAÚDE JÁ!“.

 

Não sabemos os resultados dos fármacos nas crianças a longo prazo – Entrevista com Allen Frances, parte II

A Medicalização da vida afeta em especial as crianças, sobretudo quando falamos em tratamentos para comportamento, os famosos diagnósticos de déficit de atenção, sendo tratados em especial com ritalina. Allen Frances é um renomado psiquiatra organizador de uma das edições do principal compilado de doenças psiquiátricas, o Manual Diagnóstico e Estatístico. Acompanhando as edições seguintes e conversando com seus pares, Allen fala claramente que mais e mais comportamentos normais estão sendo catalogados como doenças, com os seus respectivos tratamentos com fármacos.

Na primerai parte da entrevista publicada aqui “Estamos transformando problemas cotidianos em doenças mentais – Entrevista com Allen Frances, parte I” ele deixa isso claro. Confira a sequência desta entrevista: No site da Frente Holística já falamos sobre o excesso de medicação e seus possíveis tratamentos sem drogas. Esta entrevista fala como estamos perdendo a referência do que é um comportamento “normal”, ou seja, considerando todos os altos e baixos da existência humana. Poderíamos ir além e falar de uma visão holística do ser humano, compreendendo-o em sua complexidade e profundidade. Assim, doenças seriam um processo a ser compreendido como um todo, não apenas como um desequilíbrio a ser corrigido de forma maquinal, seja ele biológico ou psíquico. Nisto, a medicina convencional e as práticas integrativas em saúde só te a contribuir uma com a outra.

É parte dos objetivos da Frente Holística mudar esse quadro no Brasil, estimulando um novo paradigma em saúde, mais integral e amplo, focado na saúde, não na doença, e informar e educar a sociedade para que tenha conhecimento do quadro atual. Leia a entrevista completa abaixo e diga quais partes são mais interessantes para você. Acompanhe a Frente Holística na página do Facebook.

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Em 2009, um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. É crível que uma em cada três crianças seja hiperativa? R. Claro que não. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil e, entretanto, 11% das crianças nos EUA estão diagnosticadas como tal e, no caso dos adolescentes homens, 20%, sendo que metade é tratada com fármacos. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos! Isso é algo selvagem, desumano. Os melhores especialistas, aqueles que honestamente ajudaram a definir a patologia, estão horrorizados. Perdeu-se o controle.

 

P. E há tanta síndrome de Asperger como indicam as estatísticas sobre tratamentos psiquiátricos?

R. Esse foi um dos dois novos transtornos que incorporamos no DSM IV, e em pouco tempo o diagnóstico de autismo se triplicou. O mesmo ocorreu com a hiperatividade. Calculamos que, com os novos critérios, os diagnósticos aumentariam em 15%, mas houve uma mudança brusca a partir de 1997, quando os laboratórios lançaram no mercado fármacos novos e muito caros, e além disso puderam fazer publicidade. O diagnóstico se multiplicou por 40.

 

P. A influência dos laboratórios é evidente, mas um psiquiatra dificilmente prescreverá psicoestimulantes a uma criança sem pais angustiados que corram para o seu consultório, porque a professora disse que a criança não progride adequadamente, e eles temem que ela perca oportunidades de competir na vida. Até que ponto esses fatores culturais influenciam?

R. Sobre isto tenho três coisas a dizer. Primeiro, não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo esses benefícios não foram demonstrados. Segundo: estamos fazendo um experimento em grande escala com essas crianças, porque não sabemos que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo. Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos. Terceiro: temos de aceitar que há diferenças entre as crianças e que nem todas cabem em um molde de normalidade que tornamos cada vez mais estreito. É muito importante que os pais protejam seus filhos, mas do excesso de medicação.

 

P. Na medicalização da vida, não influi também a cultura hedonista que busca o bem-estar a qualquer preço?

R. Os seres humanos são criaturas muito maleáveis. Sobrevivemos há milhões de anos graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e nos sobrepor a ela. Agora mesmo, no Iraque ou na Síria, a vida pode ser um inferno. E entretanto as pessoas lutam para sobreviver. Se vivermos imersos em uma cultura que lança mão dos comprimidos diante de qualquer problema, vai se reduzir a nossa capacidade de confrontar o estresse e também a segurança em nós mesmos. Se esse comportamento se generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à adversidade. Além disso, quando tratamos um processo banal como se fosse uma enfermidade, diminuímos a dignidade de quem verdadeiramente a sofre.

 

P. E ser rotulado como alguém que sofre um transtorno mental não tem consequências também?

R. Muitas, e de fato a cada semana recebo emails de pais cujos filhos foram diagnosticados com um transtorno mental e estão desesperados por causa do preconceito que esse rótulo acarreta. É muito fácil fazer um diagnóstico errôneo, mas muito difícil reverter os danos que isso causa. Tanto no social como pelos efeitos adversos que o tratamento pode ter. Felizmente, está crescendo uma corrente crítica em relação a essas práticas. O próximo passo é conscientizar as pessoas de que remédio demais faz mal para a saúde.

 

P. Não vai ser fácil…

R. Certo, mas a mudança cultural é possível. Temos um exemplo magnífico: há 25 anos, nos EUA, 65% da população fumava. Agora, são menos de 20%. É um dos maiores avanços em saúde da história recente, e foi conseguido por uma mudança cultural. As fábricas de cigarro gastavam enormes somas de dinheiro para desinformar. O mesmo que ocorre agora com certos medicamentos psiquiátricos. Custou muito deslanchar as evidências científicas sobre o tabaco, mas, quando se conseguiu, a mudança foi muito rápida.

 

P. Nos últimos anos as autoridades sanitárias tomaram medidas para reduzir a pressão dos laboratórios sobre os médicos. Mas agora se deram conta de que podem influenciar o médico gerando demandas nos pacientes.

R. Há estudos que demonstram que, quando um paciente pede um medicamento, há 20 vezes mais possibilidades de ele ser prescrito do que se a decisão coubesse apenas ao médico. Na Austrália, alguns laboratórios exigiam pessoas de muito boa aparência para o cargo de visitador médico, porque haviam comprovado que gente bonita entrava com mais facilidade nos consultórios. A esse ponto chegamos. Agora temos de trabalhar para obter uma mudança de atitude nas pessoas.

 

P. Em que sentido?

R. Que em vez de ir ao médico em busca da pílula mágica para algo tenhamos uma atitude mais precavida. Que o normal seja que o paciente interrogue o médico cada vez que este receita algo. Perguntar por que prescreve, que benefícios traz, que efeitos adversos causará, se há outras alternativas. Se o paciente mostrar uma atitude resistente, é mais provável que os fármacos receitados a ele sejam justificados.

 

P. E também será preciso mudar hábitos.

R. Sim, e deixe-me lhe dizer um problema que observei. É preciso mudar os hábitos de sono! Vocês sofrem com uma grave falta de sono, e isso provoca ansiedade e irritabilidade. Jantar às 22h e ir dormir à meia-noite ou à 1h fazia sentido quando vocês faziam a sesta. O cérebro elimina toxinas à noite. Quem dorme pouco tem problemas, tanto físicos como psíquicos.