Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares gera economia e salva vidas – Hylton Luz

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Artigo do dr. Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, médico assistente do Instituto da Criança e assessor da Organização Mundial de Saúde, intitulado “Quando os remédios são venenos”, publicado na revista Ser Médico, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), traz informações qualificadas para subsidiar meu posicionamento em favor da imediata implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Nesse artigo, dr. Wong acautela a classe médica sobre o problema da medicalização da vida, o uso abusivo de medicamentos químicos e os reais riscos para a saúde dos pacientes. Visando dar substância aos seus argumentos, afirma:

Estatísticas mais confiáveis, e preocupantes, vindas dos Estados Unidos indicam que eventos adversos e erros decorrentes do uso de remédios causam um prejuízo de mais de US$ 117 bilhões, anualmente, ao sistema de saúde local, além de resultar em mais de 106 mil óbitos, sendo a quarta ou quinta maior causa de morte.

Mesmo considerando diferenças entre a prática médica no Brasil e nos Estados Unidos, ponderando que o volume de recursos desperdiçado não é da mesma ordem e que, sendo a nossa população menor, a mortalidade não é igual, esses dados norte-americanos são suficientes para que possamos afirmar: implementar a PNPIC impacta em expressiva redução dos riscos para a vida e uma colossal economia de recursos financeiros.

Sustentamos tal afirmativa no fato de a PNPIC ser uma política nacional que fomenta práticas de cuidado não invasivos, isto é, que adotam técnicas de investigação diagnóstica com base em sintomas que estão ao alcance dos sentidos dos profissionais, e que utiliza recursos terapêuticos que não têm o mesmo poder ofensivo nem geram as consequências adversas comuns e previsíveis dos medicamentos químicos.

Esses dados corroboram os argumentos da Organização Mundial de Saúde acerca da inclusão das medicinas tradicionais no âmbito das políticas nacionais de saúde, como um recurso estratégico para minorar a crise sanitária mundial: crise de sustentabilidade consequente do impacto dos custos de medicamentos e insumos de diagnóstico nas ações de saúde.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foi publicada em 6 de março de 2006 e, passados nove anos, ainda não assistimos sequer à elaboração de um plano de implementação, à definição de prioridades, ou mesmo a prazos para iniciar qualquer uma das suas onze diretrizes. Ela continua exatamente como foi proposta naquela data, vaga e incapaz de gerar resultados.

As raras iniciativas tomadas em seu nome não tiveram continuidade, não foram consequentes com a formulação de um programa, muito menos de projetos, com ações, prazos e orçamentos definidos. Todos os feitos relacionados à PNPIC se deram com base no arbítrio de algum gestor transitório.

É possível afirmar, sem margem para dúvida, que nos termos atuais, a PNPIC é uma proposta de política de saúde incompleta, na medida em que está formulada sem qualquer referência a compromissos, critérios de verificação e meios para garantir a execução de suas ações, necessários ao atendimento dos direitos sociais aos quais visa suprir.

A pergunta que não pode calar é: quais as razões para que a PNPIC não avance, se está implicada com a geração de economia de recursos e com a redução de riscos nas ações de saúde?


Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos
Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

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O preconceito como empecilho à ampliação dos recursos de cuidado: um problema de saúde pública – Hylton Luz

Os efeitos colaterais dos medicamentos, cada dia mais fortes e perigosos, especialmente nos casos em que o uso continuado e de longo prazo se faz necessário, é um dos fatores determinantes para o crescimento do medo de remédios e o abandono dos tratamentos.

A questão da “adesão aos tratamentos” é um aspecto muito debatido, especialmente nos casos de doenças crônicas, mas também no caso de tratamentos menos prologados e menos graves, no qual o medicamento químico é a única alternativa oferecida aos pacientes.

Por essa razão, os conceitos de integralidade da saúde e de complementaridade dos recursos de cuidado têm sido referidos como uma estratégia para o sucesso dos tratamentos, bem como uma forma de racionalizar e escalonar o emprego dos recursos.

Esses conceitos têm por princípio começar com práticas simples, aquelas menos agressivas e que se baseiam no emprego dos recursos acessíveis aos pacientes – seja porque que se encontram em seu ambiente, ou porque estimulam os meios de recuperação próprios ao organismo.

É com essa perspectiva, de ampliar os recursos, de cuidado, prevenção e tratamento, que a Organização Mundial da Saúde fomenta políticas públicas que estimulem a inclusão das práticas integrativas e complementares (PIC) nas ações e serviços de saúde pública.

Nesse sentido, não é casual o aumento da divulgação de resultados positivos e o desenvolvimento de pesquisas que abordam a aplicação de técnicas e práticas típicas das medicinas tradicionais.

A grande maioria dessas práticas e recursos de cuidados já é aplicada há centenas – e até milhares – de anos; portanto, são inquestionavelmente seguras quando selecionadas e praticadas de forma criteriosa e de acordo com as suas especificidades.

Por essa razão, se faz necessário que as instituições de educação e formação de recursos humanos superem preconceitos, uns arraigados na ignorância e outros fomentados pelos interesses da indústria química produtora das drogas, abrindo espaço para a qualificação daqueles que desejam exercer essas práticas no cuidado da saúde de terceiros.

Esse tema foi abordado de forma muito feliz em um recente artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública (v. 30, n. 11, 2014, pp. 2368-76, ISSN 0102-311X), disponível nesta página, onde o cientista Nelson Filice divulga os resultados de sua pesquisa, intitulada “Medicina baseada em evidência e medicina baseada em preconceito: o caso da homeopatia”.

Nesse contexto, é lamentável o desapreço do Ministério da Saúde pela implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que estabelece, entre suas diretrizes, a regulamentação do processo de formação de recursos humanos em práticas integrativas e complementares.

 


Hylton Sarcinelli Luz – Veja mais artigos Médico homeopata, presidente e fundador da Ação Pelo Semelhante, organização da sociedade civil de interesse público que trabalha pela democratização da saúde.

Estamos transformando problemas cotidianos em doenças mentais – Entrevista com Allen Frances, parte I

Entrevista com allen frances

A frase “Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais” talvez seja a grande síntese desta notável entrevista de Allen Frances para o jornal El Pais Brasil, a qual reproduziremos em três partes aqui na Frente Holística. Allan lançou um livro recentemente chamado “Salvando o Normal” no qual ele faz uma severa crítica ao Manual Diagnóstico e Estatístico, famosa bíblia da psiquiatria. Este manual é a base para definir os diagnósticos, ou seja, defini o que é doença e o que não é. Mas ele não é um crítico qualquer, altamente especializado em psiquiatria, ele foi o diretor da equipe que escreveu o 4º manual, logo podemos ter uma visão crítica desde dentro.

No site da Frente Holística já falamos sobre o excesso de medicação e seus possíveis tratamentos sem drogas. Esta entrevista fala como estamos perdendo a referência do que é um comportamento “normal”, ou seja, considerando todos os altos e baixos da existência humana. Poderíamos ir além e falar de uma visão holística do ser humano, compreendendo-o em sua complexidade e profundidade. Assim, doenças seriam um processo a ser compreendido como um todo, não apenas como um desequilíbrio a ser corrigido de forma maquinal, seja ele biológico ou psíquico. Nisto, a medicina covêncional e as práticas integrativas em saúde só te a contribuir uma com a outra.

Quanta riqueza a indústria farmacêutica já acumulou para si de forma indigna, apenas estimulando a doença? Quantos seres humanos perfeitamente saudáveis que poderiam ter vidas plenas foram indevidamente diagnosticados e medicados, levando para toda a vida o rótulo de “doentes” e “desequilibrados”, dependentes de drogas para serem “normais”? É a medicalização da vida, indicada por Allen.

Quantas pessoas que realmente necessitavam de tratamento não tiveram oportunidade para tê-lo de forma digna porque a gestão pública gastou exageradamente em casos desnecessários? E por ai vamos nos questionando, e o quadro continua e piora.

É parte dos objetivos da Frente Holística mudar esse quadro no Brasil, estimulando um novo paradigma em saúde, mais integral e amplo, focado na promoção da saúde, e informar e educar a sociedade para que tenha conhecimento do quadro atual.

Leia a a primeira parte da entrevista abaixo e deixe as suas opiniões nos comentários. Acompanhe a Frente Holística na página do Facebook.

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Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais

Catedrático emérito da Universidade Duke comandou a redação da ‘bíblia’ dos psiquiatras

Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.

 

Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?

Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.

 

P. Seremos todos considerados doentes mentais?

R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.

 

P. Com a colaboração da indústria farmacêutica…

R. É óbvio. Graças àqueles que lhes permitiram fazer publicidade de seus produtos, os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos. Mas não é assim. Os fármacos são necessários e muito úteis em transtornos mentais severos e persistentes, que provocam uma grande incapacidade. Mas não ajudam nos problemas cotidianos, pelo contrário: o excesso de medicação causa mais danos que benefícios. Não existe tratamento mágico contra o mal-estar.

 

P. O que propõe para frear essa tendência?

R. Controlar melhor a indústria e educar de novo os médicos e a sociedade, que aceita de forma muito acrítica as facilidades oferecidas para se medicar, o que está provocando além do mais a aparição de um perigosíssimo mercado clandestino de fármacos psiquiátricos. Em meu país, 30% dos estudantes universitários e 10% dos do ensino médio compram fármacos no mercado ilegal. Há um tipo de narcótico que cria muita dependência e pode dar lugar a casos de overdose e morte. Atualmente, já há mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas.

 

Medicação e divã perdem a liderança para instrumentos musicais no tratamento de crianças

As últimas décadas apresentam um notável fenômeno: de uma hora para outra descobrimos que nossas crianças são extremamente instáveis, ansiosas, bipolares, sem capacidade de manter atenção (mais uma série de desequilíbrios) e, naturalmente, precisam de tratamento psiquiátrico com uma boa dose de medicamentos.

Naturalmente não é preciso muita reflexão para compreender que não são exatamente as crianças das últimas décadas que tem o problema, mas sim entender que existem outras explicações possíveis para esse quadro, as quais podem atuar de forma conjunta, por exemplo:

  • As crianças sempre foram mais ou menos assim, nós que desaprendemos a lidar com elas e educá-las, assim, achamos que elas têm um monte de problemas que não seremos capazes de resolver;
  • Essa inabilidade explica um pouco do boom de diagnósticos de doenças comportamentais, seguido do seu tratamento com diferentes drogas, o estímulo ao uso fácil dos medicamentos pode estar mais interessado na venda de remédios do que na saúde das crianças;
  • Nossa sociedade mudou muito em poucos anos (menos de uma geração) e não estamos tendo sucesso em compreender este mundo e apresentá-lo às crianças de forma que elas não sejam afetadas mais que o normal;

Fato é que a indústria farmacêutica não tem do que reclamar nos últimos tempos, já que certos remédios não saem das receitas dos médicos. Esta situação, em especial ao fenômeno da ritalina no Brasil, já foi destacada pelo deputado federal Giovani Cherini, fundador e presidente da Frente Holística, em discurso, confira um trecho:

Na verdade, aumenta em todo o Brasil a demanda por Ritalina, nome comercial do metilfenidato, medicamento utilizado para controlar as crianças. Milhões de caixas são consumidos anualmente no Brasil. Eu disse milhões!
Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil, entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas; enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. São números assustadores!
O mesmo jornal publicou recentemente o depoimento da psicanalista e professora da Universidade de São Paulo, Kátia Forli Bautheney, em que ela afirma que 70% dessas crianças não precisam tomar o remédio. E não precisam mesmo.

Obviamente o objetivo não é condenar o medicamento ritalina, que sem dúvida têm diversas aplicações entre crianças, adultos e idosos, mas sim o seu evidente uso abusivo. Não é natural que exista um crescimento tão grande em tão pouco tempo. Entre os obejtivos da Frente Holística está justamente a promoção e manutenção da saúde, compreendendo que está não se dá no diagnóstico de doenças e mais e mais tratamentos para conter sintomas.

Entrando finamente no tema título desta publicação, diversos estudos mostram que a música pode ser tão ou mais eficiente no tratamento de crianças do que o psiquiatria e seus remédios. O site Tendencias 21 publicou mais um estudo demonstrando as conclusões que comentamos aqui: “Segundo o estudo da Escola Médica da universidade de Vermount, Estados Unidos, a prática da música ajuda aos pequenos a focar sua atenção, controlar suas emoções e diminuir sua ansiedade. Os cientistas concluíram que a prática musical pode ajudar psicologicamente mais à algumas crianças que um tratamento médico, portanto ela deveria popularizar-se desde a infância.” A matéria ainda cita outros dois estudos de diferentes instituições chegando a conclusões sobre o “poder da música” especialmente nas crianças.

Um dos pesquisadores, surpreso com o resultado, diz “Nunca tentamos usar coisas positivas como tratamento”, logo entendemos que, segundo o paradigma atual de saúde, precisamos intervir com “n” tratamentos e remédios (negativos, por sinal) para conter os sintomas e voltar a um estado tido como saúde. A Frente Holística prega a prevenção e a promoção da saúde, sendo que as práticas integrativas em saúde têm muito a contribuir, uma visão holística do ser humano.

Quantas crianças absolutamente saudáveis não são submetidas a tratamentos desnecessários? O quão isso de fato afeta a sua saúde a longo prazo? Qual será o custo disto à sociedade e ao poder público?

Confira a matéria do Tendencias 21 e deixe o seu comentário abaixo!

Un estudio revela que la práctica musical ayuda además a los pequeños a centrar su atención y a controlar sus emociones

Según un estudio de la Escuela Médica de la Universidad de Vermont (EEUU), el entrenamiento musical ayuda a los pequeños a centrar su atención, controlar sus emociones y a disminuir su ansiedad. Los científicos concluyen que la práctica musical puede ayudar psicológicamente más a algunos niños que un tratamiento médico y que, por tanto, debería generalizarse desde la infancia.

Fuente: Encyclopædia Britannica Online.

Los niños que estudian violín o piano podrían aprender algo más que música. Según un estudio de la Escuela Médica de la Universidad de Vermont (EEUU), el entrenamiento musical también ayuda a los pequeños a centrar su atención, controlar sus emociones y a disminuir su ansiedad.

Los autores de la investigación, los psiquiatras James Hudziak y Eileen Crehan, afirman que esta es “la más extensa sobre la relación entre la actividad de tocar un instrumento musical y el desarrollo cerebral”. En ella se analizaron los escáneres cerebrales de un total de 232 niños de edades comprendidas entre los seis y los 18 años.

Variaciones en el grosor de la corteza cerebral

A medida que los niños se hacen mayores, el espesor de su corteza cerebral –que es la capa más externa del cerebro- sufre algunos cambios.

En análisis previos sobre este aspecto, Hudziak y su equipo habían descubierto que el engrosamiento o el adelgazamiento de la corteza en áreas específicas del cerebro podían indicar la aparición de ansiedad y depresión en los pequeños; de problemas de atención, de agresividad o de control de la conducta; incluso en niños sanos (sin diagnóstico de trastorno o de enfermedad mental).

Con el presente estudio, Hudziak quería ver si, por el contrario, una actividad positiva, como la formación musical, podía influir en dichos indicadores corticales.

Resultados obtenidos

Sus resultados revelaron que tocar un instrumento altera las áreas motoras del cerebro, porque esta actividad requiere del control y de la coordinación de movimientos.

Pero no solo eso: se constató que la práctica musical influía en el grosor de una parte de la corteza relacionada con la función ejecutiva (que incluye la memoria de trabajo, el control de la atención y la capacidad de planficación); y también en el de áreas del cerebro que juegan un papel crucial en la capacidad de autocontrol y el procesamiento de emociones.

Hudziak concluye a partir de estos resultados que tocar el violín o el piano puede ayudar psicológicamente más a un niño o niña que lo necesite que un tratamiento médico. “Nunca intentamos usar cosas positivas como tratamiento”, señala. Sin embargo, este estudio ha constatado “la importancia vital de encontrar vías nuevas e innovadoras para hacer que la preparación musical esté disponible por extenso para todos los jóvenes, empezando por la infancia”, afirma el investigador.

Efectos de la música en la memoria y la inteligencia

En 2006, ya un experimento desarrollado por psicólogos canadienses comprobó que la enseñanza musical acelera el desarrollo de la corteza cerebral de niños de escuela infantil y primaria, con un efecto positivo sobre la memoria y la atención de los más pequeños.

Los científicos explicaron entonces que esta mejora de la capacidad de memorización -alcanzada gracias a la música- facilitaba a su vez el aprendizaje de la lectura, de la escritura y de las matemáticas, así como el desarrollo de la capacidad de ubicarse en un entorno e incluso el coeficiente intelectual.

En 2008, otra investigación sobre la relación entre la música y el cerebro estableció que los niños que tocan un instrumento una media de dos horas y media a la semana desarrollan un 25% más el cuerpo calloso, la zona que conecta los dos hemisferios cerebrales y que ayuda a la coordinación de ambas manos.

Los investigadores descubrieron también que el incremento en el cuerpo calloso es directamente proporcional al rendimiento en una prueba no musical en la que los niños presionaban secuencias en un teclado de ordenador.

Referencia bibliográfica:

James Hudziak, et al. Cortical Thickness Maturation and Duration of Music Training: Health-Promoting Activities Shape Brain Development . Journal of American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (2014). DOI: 10.1016/j.jaac.2014.06.015.

Universidade alemã estuda efeito das cores no nosso modo de pensar

A cromoterapia considera que as diferentes cores do espectro da luz exercem diferentes efeitos sobre nossa saúde, psique e bem estar de um ambiente.

A universidade alemão de Munique, Ludwig-Maximilians, fez um teste envolvendo dezenas de pessoas, expondo elas a formas geométricas com cores específicas e formulando perguntas. Em base as respostas foi possível dizer, por exemplo, que a cor verde estimula a criatividade. Além do verde, chegou-se a outros resultados também.

Veja matéria sobre o estudo no site da BBC:

Estudo de universidade alemã diz que verde estimula a criatividade

Um estudo recente feito na Alemanha revelou que a exposição à cor verde pode estimular a criatividade.

De acordo com a pesquisa publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, cientistas da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, fizeram testes com 69 homens e mulheres, perguntando-lhes quais seriam os usos que dariam para um tijolo.

As respostas foram codificadas com diferentes valores para medir o grau de criatividade. Soluções como “construir uma parede” receberam menos pontos. Já usos como “fazer o tijolo virar pó, misturar com água e usar como aquarela para pintar” foram classificados como mais criativos.

Antes de responderem à pergunta, os participantes eram expostos a desenhos de retângulos azuis, cinzas, vermelhos e brancos e outros verdes. Aqueles que viram as imagens verdes se saíram melhor no teste.

Para a autora da pesquisa, Stephanie Lichtenfeld, “o verde pode servir como uma pista que evoca a motivação de um esforço para autossuperação e o domínio de tarefas, que por sua vez podem levar ao crescimento”.

Em entrevista à BBC Brasil, a cientista deixou claro que a influência da cor é sutil e que os resultados ainda são iniciais, mas para aqueles que quiserem testar por si mesmos, informa que o tom de verde mais usado no estudo foi semelhante ao que é encontrado na natureza, como em pinheiros.

Quanto a pintar paredes de escritórios de verde, para estimular os funcionários, por exemplo, Lichtenfeld recomenda cautela. “O benefício depende muito das tarefas que as pessoas estão fazendo. Em alguns setores o vermelho pode ter um impacto interessante também, de estimular a interação entre a equipe. O verde poderia ser útil quando as atividades dependem muito da criatividade”, disse à BBC Brasil.

Veja como outras cores podem afetar o ser humano, segundo o estudo:

Vermelho

Com potencial para causar efeitos negativos e positivos, o vermelho é uma cor que deve ser usada de forma estratégica. Estudos já revelaram que por suscitar um medo do fracasso, a cor não deve ser experimentada momentos antes de provas. No entanto, outra pesquisa indicou que times que usam uniformes vermelhos têm mais chance de vitória.

Outro efeito tradicional é um aumento de atratividade das mulheres que vestem vermelho.

Amarelo

O amarelo pode estimular o bom humor; ambientes nesta cor podem deixar pessoas mais falantes
O amarelo é associado ao estímulo do bom humor e pode ajudar a aumentar a capacidade de concentração e foco, podendo ser usado em escritórios.

Um estudo analisou convidados de três coquetéis em salas pintadas de amarelo, vermelho e azul, revelando que os que estavam no ambiente amarelo eram mais animados e falantes.

Azul

No mesmo estudo dos coquetéis, pesquisadores descobriram que aqueles que estavam na sala pintada de azul foram os que ficaram até mais tarde. O motivo? A cor deixaria as pessoas mais confortáveis e à vontade.

A cor pode ser usada em quartos, pelo efeito calmante e relaxante, que pode até apaziguar a frequência cardíaca. Assim como o verde, também pode estimular a busca por soluções criativas.

Rosa

Associada com ideias de leveza, feminilidade e doçura, a cor rosa também pode ser estimulante
Embora seja associada com imagens de doçura, feminilidade e leveza, o rosa nada mais é do que um tom mais claro de vermelho, e por isso ainda é um forte estimulante.

Para obter efeitos calmantes e relaxantes o ideal é o azul ou o verde.

Branco

Estudos passados identificaram associações desta cor com autoritarismo, esterilização, amplitude e pureza, dentre outros. Mas também há ligações com enjoos, náusea, fadiga e dores de cabeça.

A cor deve ser evitada em escritórios, por exemplo, ou ao menos estar lado a lado com elementos coloridos para servirem de “descanso” ao olho humano.

Infecções bacterianos podem ser tratadas com luz azul

Cromoterapia, biofotonica, laserterapia, biorressonância ou ressonância biofotônica estão no campo das práticas integrativas e são aplicadas por terapeutas para o tratamento da saúde integral dos seus pacientes. Estudo de jovem brasileiro no MIT desenvolve técnica que permite o tratamento de infecções bacterianas utilizando luz azul.

 

Veja a matéria do site As boas novas:

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luzUma espécie de lanterna com lâmpadas de led, o equipamento já foi testado pelo exército americano.Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções. Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais. Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.

Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.