Busca por acupuntura triplica no SUS e em planos de saúde – saúde integral em foco

Como já comentado a crescente busca por práticas integrativas em saúde no SUS, mais uma notícias falando sobre a crescente busca por acupuntura. E Estado de São Paulo publicou matéria com entrevista, destacando o crescimento da busca pelo tratamento em unidades do SUS e também na rede privada, através da cobertura por planos de saúde.

A repórter chega a uma importante conclusão, entendendo que “a procura por um cuidado integral, que não apenas trate uma doença específica, mas trabalhe o corpo como um todo e promova a saúde e o bem-estar, é a principal razão para o crescimento dessas práticas”. Essa análise vem de encontro ao que temos falado na Frente Holística, que devemos rever o paradigma de saúde, especialmente do SUS, que foca na doença, e substituirmos por uma abordagem mais holística, que busque a prevenção e promoção da saúde, encontrando o equilíbrio natural.

Essa abordagem, muito mais que gerar um bem estar nos indivíduos que a vivem, pode ter significativos impactos na gestão pública, economizando significativos recursos financeiros e humanos a médio e longo prazo. Talvez seja possível dizer que para cada agulha aplicada, um comprimido é economizado, mas certo é que o bem estar pessoal e coletivo sai ganhando com as práticas integrativas em saúde!

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Acupuntura cresce na rede pública e em planos de saúde

Fabiana Cambricoli – O Estado de S. Paulo

 

Nas unidades do SUS em São Paulo, nº de sessões triplicou em 5 anos; busca por cuidado integral é uma das razões, diz especialista

 

Populares em clínicas particulares, a acupuntura e outras práticas da chamada medicina alternativa têm sido cada vez mais procuradas também por pacientes da rede pública e dos planos de saúde. Só nas unidades estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo, o número de sessões triplicou em cinco anos, passando de 81 mil, em 2008, para 247 mil em 2013, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

O aumento também foi observado nos postos do SUS em todo o Brasil, na rede pública municipal de São Paulo e em operadoras de planos de saúde.

Para especialistas e pacientes, a procura por um cuidado integral, que não apenas trate uma doença específica, mas trabalhe o corpo como um todo e promova a saúde e o bem-estar, é a principal razão para o crescimento dessas práticas.

“Esses conhecimentos milenares vêm tendo seus resultados comprovados cientificamente”, afirma Emilio Telesi Jr., coordenador da área técnica de Medicinas Tradicionais, Homeopatia e Práticas Integrativas de Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. “Com o aumento das doenças crônicas e a necessidade de utilização constante de remédios, as pessoas veem o quanto é importante cuidar do todo, mantendo um espaço para a saúde em suas vidas. E é um procedimento que proporciona bem-estar para os profissionais que executam também”, completa.

Melhora. Foi a acupuntura associada à massagem terapêutica e à meditação que permitiu que a nutricionista aposentada Akiko Hachiya Pinto, de 75 anos, superasse os diversos problemas físicos que foram surgindo após ela desenvolver uma depressão, há cinco anos.

Contra depressão. Akiko buscou auxílio na rede municipal
“Quando me aposentei, eu tinha vários planos, mas percebi que meu corpo, minha mente e minha condição financeira não permitiam que eu fizesse tudo o que sonhava e comecei a ficar deprimida. Só que isso teve reflexos no meu corpo. Tive pneumonia, gastrite e um problema no nervo da perna. Não conseguia mais andar”, conta ela.

Há cerca de seis meses, Akiko foi aconselhada por uma médica com quem tinha trabalhado a procurar o Centro de Referência em Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas de Saúde da Prefeitura de São Paulo, na zona sul da capital.

“Comecei a fazer acupuntura e a passar com o homeopata também. A medicina oriental mexe com o sistema todo, faz com que você entenda o porquê de determinada dor. No meu caso, não adiantava tratar só as doenças, os sintomas, se eu não me cuidasse integralmente”, afirma a nutricionista, que voltou a andar graças ao tratamento com as agulhas.

“A acupuntura me ajudou muito. E me sinto melhor. Até fiz o almoço de Natal para a família. Respeitando meu ritmo, mas fiz”, comemora Akiko.

 

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